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Gerir as emoções no local de trabalho.
A importância dos níveis de bem-estar laboral na prevenção do stress e do burnout.

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A importância do reconhecimento da saúde psicológica no ambiente laboral e da sua integração na cultura de trabalho das organizações, ainda que largamente subestimada pelas entidades empregadoras enquanto dimensão preventiva de risco de stress laboral, parece estar a ganhar uma expressividade cada vez maior na opinião pública, uma vez reconhecidas as repercussões diretas do grau de satisfação e de bem-estar geral nos níveis de absentismo, de produtividade e de envolvimento profissional dos trabalhadores. 

A aposta na inteligência emocional – isto é, na capacidade que uma pessoa tem de gerenciar as suas emoções de modo que estas não interfiram negativamente na sua vida – poderá ser, tanto para os trabalhadores como para empregadores, uma via muito relevante de forma a melhor responder às adversidades quotidianas e construir relações saudáveis no ambiente de trabalho. Assim sendo, existem práticas diárias individuais que podem ser realizadas. São elas:

  1. Desenvolver a escuta ativa numa lógica de respeito pelo outro, tendo presente os sinais de comunicação verbal e não verbal;

  2. Evitar reagir agressivamente em situação de conflito ou stress, mantendo uma postura civilizada e respeitosa, ao mesmo tempo que se procura refletir e reconhecer o que se está a sentir;

  3. Identificar fatores desencadeadores de stress e ansiedade, aprendendo a evitá-los ou, pelo menos, diminuir o seu poder de influência;

Espaço de trabalho compartilhado

 

Muitas vezes oculta e pouco discutida internamente, a saúde mental tem permanecido como uma espécie de “tabu” que importa desmistificar, cabendo também, neste caso, às organizações um papel mais ativo na atribuição de recursos e ferramentas para que os trabalhadores possam lidar e gerir as suas emoções de forma proativa e numa lógica cada vez mais preventiva.

Nesse sentido, e atribuindo relevância a variáveis contextuais na formação de estimativas de risco de stress, importa não menosprezar questões mais ligadas à interação social, técnica e organizacional no seio do local de trabalho na avaliação dos níveis de satisfação.

Há que olhar para os sentimentos de relação e de pertença dos trabalhadores à instituição trabalho já que a posição que estes ocupam não só no contexto de trabalho (e seus grupos), mas também no quadro das sociabilidades laboral/vicinal são dimensões fundamentais a considerar na gestão individual de fatores de stress e ansiedade, bem como na atenuação de conflitos e tensões psicológicas que possam emergir.

Tendo isto em conta, percebe-se a relevância de atuar em diferentes níveis de intervenção – individual, de grupo e organizacional – na redução de fatores de risco, sendo certo que a criação de ambientes de trabalho pautados por graus acrescidos de segurança psicológica permite, entre outros efeitos, que as pessoas revelem características pessoais e únicas para o exercício da sua função, assumam riscos interpessoais em prol do todo e sintam que podem compartilhar as suas perspetivas livremente, sempre numa lógica de respeito e de valorização.

O recurso a estruturas como o Gabinete de Psicologia Aliados, que disponibiliza a terapia enquanto suporte e treino de técnicas, meio de empoderamento pessoal e profissional e de potencialização de talentos, deverá ser também equacionado por parte das organizações já que, além dos benefícios individualizados, pode gerar ótimos resultados para a própria melhoria do clima organizacional.  

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